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U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

Capítulos Anteriores

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Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt4 HBR

HISTÓRIA DO BRASIL16
16 Sugiro estudar ao menos um pouco História do Brasil e História Mundial antes de começar a estudar Política Internacional, por motivos óbvios. Vale dizer que boa parte da bibliografia de História Mundial pode, também, ser válida para os estudos de política internacional (vide Guia de Estudos).
- Apostilas “Anglo Vestibulares” (para História do Brasil, ler as duas apostilas da matéria na íntegra, com menos ênfase no período colonial): peguei as apostilas do 3º ano do ensino médio do sistema de ensino Anglo (série Alfa) de meu irmão. São quatro apostilas finas (no total, devem ter umas 300 páginas de Brasil e 100 de Mundial, se contar apenas após o Iluminismo). Inicialmente, peguei as apostilas para uma revisão inicial da matéria, mas devo dizer que fiquei impressionado com a qualidade e com a quantidade de informações que eu não havia achado em nenhum outro lugar. Acho que ninguém gosta de ler livros de História que divagam e que, embora bons em algumas partes, também têm alguns capítulos chatos e nem sempre muito interessantes. Inicialmente, achei que as apostilas fossem ser bem gerais (como são, geralmente, os estudos de ensino médio), mas elas me surpreenderam pelo poder de concisão e, ao mesmo tempo, por possuírem muitas informações boas. O mais interessante é que, por se tratar de apostilas voltadas para a revisão de vestibulandos, elas não incluem coisas mais gerais e de que toda pessoa ensinada tem conhecimento; são concisas e informativas. Eu grifava quase tudo dos capítulos. Em História do Brasil, fiz o teste e li determinadas matérias (Colônia e I Reinado) nas apostilas e comparei com a leitura do Boris Fausto (descrição a seguir). Para minha surpresa, a apostila, nessas partes, tinha mais informações e era mais interessante para o que CACD pede que o Boris Fausto. Resultado: fiz o que, para muitos, seria considerado um crime e abandonei o Boris Fausto. Não sei se dei sorte, porque não se cobrou História pura na terceira fase, apenas história da política externa. Possivelmente, os conhecimentos que deveriam haver sido apenas introdutórios foram suficientes, justamente, porque foram introdutórios à matéria de História da política externa, que estudei por outras obras (indicadas a seguir). De todo modo, eu não poderia deixar de fazer a indicação. As apostilas est~o disponíveis para download no “REL UnB”.
- História do Brasil (Boris Fausto): Cuidado! Não é História Concisa do Brasil, é só História do Brasil. Lançaram essa concisa (até constava na bibliografia dos Guias de Estudo, quando ela ainda existia), mas, segundo informações de professores de cursinho, não é boa, há cortes mal feitos e muita coisa fica de fora. O História do Brasil é, dizem, melhor. Para ser bem sincero, li só até meados do Império, que foi o tempo de descobrir as apostilas do Anglo. Depois disso, não toquei mais no livro do Boris Fausto. De qualquer modo, é bastante importante e bem recomendado.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): leitura completa obrigatória, um dos mais importantes de toda a bibliografia. Leia atentamente, faça resumos, fichamentos, mapas mentais, o que puder ajudar a gravar o máximo de informação possível. Ajuda em Política Internacional também. Na prova da terceira fase de História do Brasil de 2011, as quatro questões foram sobre história da política externa brasileira.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Míriam Dolhnikoff): já ouvi falarem muito mal dele, mas achei interessante, principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, os capítulos são divididos por temas de maneira bastante útil (economia; sociedade e cultura; política externa etc.), o que facilita na complementação de estudos em temáticas que você não encontrou muito bem trabalhadas em outras fontes. Em segundo lugar, relacionado ao primeiro, só no manual achei itens mais pontuais referentes aos tópicos “sociedade e cultura”, que eu n~o havia encontrado, de maneira mais simples e sistematizada, em outras obras. Recomendo o possível uso desse manual como complemento a seus estudos de História do Brasil, especialmente das partes que você n~o encontrar em outras bibliografias (como “sociedade e cultura”, em meu caso). Além disso, há boas sugestões de leituras (tanto de bibliografia básica quanto de bibliografia complementar) ao final de cada capítulo do manual. Apesar de ser um manual massacrado por alguns, eu não o dispensaria. Não aconselho, entretanto, que se faça uso desse manual como leitura introdutória. Acho válido ler outras bibliografias de caráter mais geral primeiramente.
- Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio Goes Filho): eu havia lido na Universidade e tinha um resumo muito bom dele (encontrado na internet), então só estudei pelo resumo mesmo. De todo modo, é bem curto e excelente livro sobre a formação territorial do Brasil, assunto recorrente do CACD. Vale a pena a leitura atenta, tomando notas acerca dos principais tratados de limites (nomes, datas, negociadores e o que mudou para o Brasil com cada um). Cobre praticamente todo o primeiro tópico de História do Brasil (só n~o digo “todo” porque, embora eu não saiba o quê, alguma coisa deve ter ficado de fora, nada na vida é tão fácil assim) e é fundamental para o concurso (matéria frequente da primeira e da terceira fases). Um resumo que encontrei na internet est| disponível para download no “REL UnB”.
- Formação da Diplomacia Econômica do Brasil (Paulo Roberto de Almeida): o livro é bem grande, com muitos detalhes, então o que interessa são aspectos mais gerais. Usei apenas algumas poucas páginas, para suprir alguns pontos de política econômica no século XIX (tratado de 1827 com a Inglaterra, leis tarifárias pós-Alves Branco e tratado Blaine-Mendonça), mas pude ver que há muita coisa interessante para o estudo de História do Brasil de uma maneira geral também (para isso, atenção aos quadros das páginas: 54-56; 547-550; 579-591; 605-611; 627-628 – podem ser bons resumos não só para temáticas econômicas). Sugiro dar uma folheada, se você tiver tempo.
- Formação do Brasil Contemporâneo (Caio Prado Jr.), História Econômica do Brasil (Caio Prado Jr.) e Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também estão na leitura recomendada para Economia e já caíram como leitura obrigatória de Português na segunda fase. São livros importantes sobre história econômica brasileira, e, mesmo que não leia os livros (só os li na universidade; para o concurso, li apenas resumos), pode ser interessante saber o argumento principal do autor e algumas características mais gerais. Acho que um resumo bom pode ser a solução, uma vez que colônia não é a temática principal nem da prova de História do Brasil, nem da de Economia.
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda): também recomendado para a segunda fase, embora o cerne da atenção seja outro. É um livro curto e tranquilo de ler, mas nada que um resumo bom não possa ajudar com os principais argumentos. Acho que a relevância, em História do Brasil, talvez esteja mais em fornecer eventuais ilustrações e argumentos de autoridade para a terceira fase que na história presente no livro (com a ressalva de que, nos últimos anos, a possibilidade de usar qualquer coisa de História na terceira fase que não envolva política externa ter sido progressivamente reduzida). O prefácio da 26ª edição, de autoria de Antonio Candido, já serve como bom fundamento nesse sentido (“O Significado de ‘Raízes do Brasil’”, disponível para download no “REL UnB”).
- Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre): acho que não vale a pena a leitura, principalmente por questões de tempo e de possíveis benefícios em termos de aproveitamento no concurso. Um resumo bom das principais ideias do livro pode ser suficiente (mesmo assim, acho que não vale muito a pena para a terceira fase, pode ser mais útil na segunda).
- Os Donos do Poder (Raymundo Faoro): também n~o li. H| resumo no “REL UnB”.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): essa obra será, também, útil para seus estudos de Literatura. Não li para a primeira fase, e não me fez falta. Para a terceira, talvez possa ser importante, mas não li. Para a prova discursiva de História do Brasil, destacaria os capítulos:
· Volume 1: “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil”, “Os Donos do Poder”, “Conciliaç~o e Reforma no Brasil” e “A Revoluç~o Burguesa no Brasil”.
· Volume 2: “D. Jo~o VI no Brasil”, “A América Latina: Males de Origem”.
- A Construção da Ordem/Teatro das Sombras (José Murilo de Carvalho): juntamente com Os Donos de Poder, são importantes obras para o concurso, mas, como não tive tempo de ler, peguei resumos e acredito que foram suficientes. Acho que o principal desses autores é pegar alguns argumentos centrais que podem ser usados como argumento de autoridade na prova da terceira fase. Os resumos est~o no “REL UnB”.
- A Formação das Almas (José Murilo de Carvalho): a recomendação que recebi é que um resumo poderia substituí-lo, e foi isso o que fiz. Resumo no “REL UnB”.
- Maldita Guerra (Francisco Doratioto): além de o Doratioto ser membro da banca corretora da terceira fase (e professor do Curso de Formação do IRBr), é um livro sobre temáticas muito importantes. Como não tinha tempo, estudei os tópicos referentes a esse livro em outras obras mais sucintas. Li apenas o capítulo 1 (“Tempestade no Prata”) para a terceira fase, como recomendação do professor do cursinho, mas nem é muito bom. Muito melhor que esse capítulo é o artigo “O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889)”, do próprio Doratioto [Revista do Programa de Pós- Graduação em História da UnB, Vol. 16, No 2 (2008)]. Aproveitando a temática das relações Brasil- Argentina, sugiro o artigo “Relações Brasil-Argentina: uma an|lise dos avanços e recuos”, de Alessandro Warley Candeas [Revista Brasileira de Relações Internacionais 48 (I): 178-213 (2005)]. Esses dois artigos est~o disponíveis no “REL UnB”.
Podcast sobre a Guerra do Paraguai: http://www.radioponto.ufsc.bindex.php?option=com_content&view=article&id=903:tempestade
-no-prata&catid=6:radiojornalismo&Itemid=31
Os livros a seguir são recomendações que recebi e recolhi na Internet, embora eu não tenha feito uso de nenhum deles em minha preparação.
- A História do Brasil no Século 20 (Oscar Pilagallo/Folha de São Paulo) - cinco pequenos livros. Já vi recomendações de que é boa (e curta) fonte de revisão, especialmente para a primeira fase.
- A Idade de Ouro do Brasil (Charles Boxer): sobre Brasil colônia. Não sei se vale muito a pena, o que se tem cobrado do assunto é bem superficial, e um livro geral e básico pode resolver o problema.

- A Identidade Nacional do Brasil e a Política Externa Brasileira (Celso Lafer)

- Autonomia na Dependência (Gerson Moura)
- Cronologia das Relações Internacionais do Brasil (Eugênio Vargas Garcia)
- Da Monarquia à República (Emília Viotti da Costa)
- Dicionário de História do Brasil (Moacyr Flores)
- Diplomacia Brasileira (Lampreia)
- História do Brasil: uma interpretação (Carlos Guilherme Mota)
- História Geral do Brasil (org. Maria Yedda Linhares): ler apenas o capítulo sobre o Império.
- Os Sucessores do Barão (Mello Barreto)

- Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula (Vizentini)

- República Brasileira (Lincoln de Abreu Penna): apenas até o fim da Era Vargas.
- Rio Branco: o Brasil no mundo (Rubens Ricupero): pequeno livro sobre o Barão do Rio Branco. Não li, mas acho que pode ser interessante (é bem curto também). Esqueça a biografia do Álvaro Lins, sem utilidade prática para o concurso. Não li nada sobre o Barão que não estivesse no livro de Amado Cervo/Clodoaldo Bueno.
- Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (orgs.: José A. G. Albuquerque, Sérgio
H. N. de Castro e Ricardo A. A. Seitenfus)
- Trajetória Política do Brasil (Francisco Iglesias): segundo recomendações, é um resumo bom de todo o assunto de História do Brasil e pode servir como revisão antes da primeira fase.
- Uma História do Brasil (Thomas Skidmore)
HISTÓRIA MUNDIAL
- Apostilas “Anglo Vestibulares” – já descritas acima. As apostilas estão disponíveis para download no “REL UnB”. Para História Mundial, ler a partir de “Iluminismo”.
- História das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva): li na Universidade e para o concurso. O engraçado é que, quando o li na Universidade, tendo aula com o próprio Saraiva, não gostei do livro e não cheguei sequer a ler os últimos capítulos. Quando fui ler para o concurso, achei bom. Apesar de não ser completo, acredito ser boa introdução para quem está meio enferrujado no assunto ou, ainda, boa revisão de tópicos gerais para quem já estudou alguma coisa. Recomendo.
- O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas é sensacional. Ótima introdução ao tema. Tanto para PI quanto para HM, é um dos melhores e mais importantes para o concurso. Leia a partir do capítulo 3. Sugiro que você, à medida que ler o livro, faça anotações de tópicos e de datas mais importantes (podem ser muito úteis para a revisão às vésperas da primeira fase). É mais voltado para o período após o início da guerra fria, mas há alguma coisa sobre o período anterior a esse também. De qualquer forma, isso significa que outras leituras em temas não contemplados aqui, como Revolução Francesa e Revolução Industrial, por exemplo, são fundamentais. Para cobrir essa parte da matéria, sugiro o volume 2 do História da Civilização Ocidental, do Burns (citado abaixo).
- História da Civilização Ocidental (Burns, volume 2): não li por falta de tempo, mas já ouvi comentários de que é melhor e mais didático que os livros do Hobsbawm (descritos abaixo). Como é um livro antigo, é necessário complementar com outras leituras. O Mundo Contemporâneo pode fazer isso muito bem. Se tiver tempo, é uma leitura bastante recomendada.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): é bem geral e não passa nem perto de falar sobre todos os temas. Incluí o Manual do Candidato: Política Internacional aqui na lista de livros de História Mundial pela simples razão de o livro ser quase todo igual (ou, para não dizer “igual”, ao menos muito semelhante) ao O Mundo Contemporâneo. Há partes que são simplesmente idênticas (apesar de o autor mudar os nomes dos capítulos). A dica, portanto, é comparar os conteúdos, para ver o que é novidade e o que não é. Preferi O Mundo Contemporâneo (ler apenas do capítulo 3 em diante). O manual possui alguns erros (especialmente, de datas), mas nada que não possa ser facilmente detectado por um leitor atento (e que saiba um pouco de História, obviamente) ou que comprometa o livro como um todo. Se não tiver acesso ao O Mundo Contemporâneo, o manual não é de todo ruim.
Obs.: não confundir! Há outro manual mais novo, de autoria de Cristina Pecequilo, que está descrito abaixo, na parte de Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial (Vizentini): sabe aqueles livros que dão vontade de chorar e de abrir o Word, para fazer todas as doze milhões e quatrocentas mil correções de Português necessárias? Então, aqui está um prato cheio. Tenho amigos que começaram a ler e não conseguiram terminar. Não sei como eu resisti até o final, mas devo dizer que está longe de ser uma leitura prazerosa ou primordial. Passe adiante!
- História da Paz e História da Guerra (org. Demétrio Magnoli): os livros são, de maneira geral, bons e rendem boas anotações, embora não sejam imprescindíveis. O História da Guerra está disponível para download no “REL UnB”.
- As “Eras” de Hobsbawm: não li nada do Hobsbawm. Para falar a verdade, só para não dizer que não li nada, li dois trechos curtos de capítulos, sobre Revolução Mexicana e sobre a Revolução Russa de 1905. Foi o suficiente para decidir não ler mais nada. Mil desculpas aos amantes da História e do Hobsbawm, mas cheguei à conclusão de que não tinha tempo para gastar com capítulos longos e, muitas vezes, com informações desnecessárias (ou até mesmo sem as informações que, para o concurso, realmente importam, haja vista a parte de Revolução Mexicana, que não fala nada com nada). Aí alguém diz “mas havia um item em 2011 que era praticamente cópia do Hobsbawm”, e respondo: 1) acho pouco prov|vel que alguém consiga decorar detalhes como os que foram pedidos; 2) a questão foi tão mal feita que, apesar de ser quase a cópia do livro, copiou errado, e o gabarito ficou errado (ou seja, se a prova fosse de consulta, é provável que eu errasse a questão – pode ser que eu seja muito burro para entender o Hobsbawm também, mas não consegui entender de onde a banca tirou o gabarito louco a questão). Se você fizer muita questão de ler o Hobsbawm, mas muita questão mesmo, sugiro que leia apenas a Era dos Extremos. Se, ainda assim, você quiser ler e fichar todos os quatro livros, saiba que estará perdendo tempo. Todas as “Eras” est~o disponíveis para download no “REL UnB”. Reproduzo, a seguir, uma indicação de leituras que achei na internet, para aqueles que querem ler o Hobsbawm de qualquer maneira. Não sei se a seleção de capítulos é boa, se é muita leitura (provavelmente, sim) etc. De qualquer forma, aí vão os capítulos recomendados no blog “Estudos Diplom|ticos”:
- Era das Revoluções: cap. 1 a 3, 6, 7, 16;
- Era do Capital: cap. 1, 5, 6, 9, 12 a 16;
- Era dos Impérios: cap. 3 a 6, 9 a 13;
- Era dos extremos: cap. 1 a 8, 11 a 13 e toda a parte III.
- O Longo Século XX (Giovani Arrighi): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 1 e 4 (obviamente, ponderando, de acordo com o edital, o que é realmente importante nesses capítulos). Não acredito que seja indispensável.
- Ascensão e Queda das Grandes Potências (Kennedy): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 4 a 8. Não acredito que seja indispensável.
- Diplomacia (Kissinger): Só li algumas partes na universidade, não para o concurso. Um professor de História Contemporânea da UnB, ex-professor de cursinho preparatório para o IRBr, recomendou a um amigo a leitura dos capítulos 9, 10, 16, 19, 24 a 30. Não acredito que seja indispensável.
- “Wikipédia”: como tudo na vida, é necessário usar com consciência, mas pode ajudar bastante, especialmente para coisas pontuais. Ainda que, como todo mundo não se cansa de repetir, haja muitos erros (nisso ela não inovou: quantos milhares de erros também achamos nos livros da bibliografia?), acho que, desde que não seja sua única ou principal fonte de conhecimento, pode ajudar bastante em História Mundial.
Outras sugestões que recebi (mas não li nem as obras, nem comentários a respeito delas): História da América Latina (Donghi), História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias (Michel Beaud), Introdução à História Contemporânea (G. Barraclough), The Penguin History of the Twentieth Century: The History of the World, 1901 to the Present (J. M. Roberts), O Século XX (org. Daniel Aarão, 3 vol).
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Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 11 a 4ta fase do CACD e recursos

QUARTA FASE
Em 2011, as duas provas da quarta fase foram aplicadas simultaneamente: questões de 1 a 10 de Espanhol (com dois textos para interpretação) e questões de 11 a 20 de Francês (também com dois textos para interpretação, o que difere da tendência de apenas um texto dos concursos anteriores). Para cada matéria, são cinco questões sobre cada texto, cada questão com valor máximo de 5 pontos. Não há previsão em edital com relação à divisão das pontuações dessas provas, mas, no concurso de 2011, a pontuação foi assim dividida:
- Espanhol: foram quatro critérios de correção com valor de 1,25 pontos cada: CG (Correção Gramatical), CT (Compreensão Textual), OI (Organização de Ideias) e CL (Qualidade da Linguagem).
- Francês: foram três critérios de correção: R (Resposta – adequação do conteúdo da resposta à pergunta, no caso de pergunta interpretativa, ou pertinência da argumentação apresentada nas questões de opinião), G (Gramática – ortografia, verbos, concordância, regência, acento etc.) e S (Estilo – qualidade da redação e da estrutura das frases da resposta do candidato). R vale, em geral, 2 pontos (nas questões interpretativas) e 1 ponto (nas questões de opinião). G vale, sempre, 2 pontos (penalização: -0,25 pontos para erro grave, -0,1 pontos para acento errado ou faltando e -0,5 pontos para palavra inventada). S vale, em geral, 1 ponto (nas questões interpretativas) e 2 pontos (nas questões de opinião). Na prova de 2011, a terceira e a oitava perguntas não tiveram nota S, apenas R (3 pontos) e G (2 pontos), sem motivo explícito para isso.
Muitos preferem escrever apenas as três linhas (que são o mínimo exigido), para evitar o risco de errar. Acho que os pontos que você pode perder por erros em uma linha não compensam os que você pode deixar de ganhar em uma resposta mais completa. No mais, acho que a única recomendação (bem óbvia) é evitar, ao máximo, repetir as palavras do texto. Paráfrase é, sempre, a melhor opção (às vezes, o próprio texto apresenta, em outras partes, sinônimos para uma palavra ou expressão). Cópias do texto podem ser penalizadas.
INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS
Assim que é liberado o gabarito provisório da primeira fase, os candidatos têm cerca de 48h para a interposição de recursos ao gabarito. Os recursos devem ser apresentados de maneira sucinta e objetiva, em até mil caracteres para cada recurso, sem possibilidade de uso de aspas para citações (informações de 2011). Não tenho outra recomendação específica sobre esses recursos, apenas uma informação acerca de uma dúvida comum: os recursos da prova de Inglês (assim como os recursos à correção das provas de Inglês da terceira fase e de Espanhol e de Francês da quarta fase) devem ser escritos em Português.
A correção da segunda fase é dividida, como visto acima, em Gramática e Texto. Como eu havia sido aprovado com boa nota na segunda fase, os professores de Redação aconselharam-me a nem entrar com recurso à nota de texto, ainda que certa nota da parte de texto da redação estivesse, segundo a professora do cursinho, um pouco incoerente em face das notas nos demais quesitos. De todo modo, acabei arrependendo-me um pouco de não haver pleiteado recurso quando vi que um conhecido que também havia ficado muito bem colocado conseguiu mais de um ponto de texto. Faça o que eu digo, não o que faço, e entre com recurso contra tudo o que você achar possível (isso vale para todas as fases do concurso, na verdade). No concurso de 2011, a maior concessão de pontos por recurso à correção da prova de Redação foi de quase cinco pontos, a maior que já vi, o que pode fazer enorme diferença na pontuação final para a aprovação (muitos candidatos não passam por poucos pontos ou décimos). De maneira geral, acho que a média dos candidatos que conseguem alguma coisa é de cerca de 1 a 2 pontos adicionais. Dado o princípio jurídico da proibição da “reformatio in pejus”, o examinador n~o poder| reduzir sua nota, se você entrar com recurso; poderá apenas mantê-la ou aumentá-la.
O grande problema para a interposição de recursos na terceira fase é que, à exceção da prova de Inglês, não há nenhuma marcação ou comentário em seu espelho de provas, apenas a nota. Assim, para fazer o recurso, você deve argumentar que a nota obtida não está consistente com a argumentação apresentada, não vejo outro jeito. Acho que, se eles dificultaram nossa vida com isso, temos o direito e o dever de dificultar a vida deles também, solicitando revisão da correção de praticamente todas as questões da terceira fase, de todas as matérias. É óbvio que muitos recursos lhe serão negados, mas só consegue quem tenta. Como você não perde nada por tentar, recomendo que tente tudo o que puder. Fiz recurso para quase todas as questões em que tirei menos de 80% (nas demais, acho que seria pouco provável que me dessem mesmo, então nem tentei). No fim das contas, de 15 recursos, acataram 3, e ganhei 7 pontos a mais (mas um ponto não foi computado por erro do Cespe; como não me fez falta, não tomei maiores providências a respeito). Na terceira fase de 2011, cerca de metade dos candidatos conseguiu aumentar sua pontuação com os recursos. Mais da metade dos que tiveram algum sucesso no pleito ganhou 3 ou menos pontos, e a média de concessão foi de 3,8 pontos. O candidato que ganhou mais aumentou em 13,5 pontos sua nota. Com isso, pode-se ter uma ideia aproximada do que pode mudar com os recursos.
A seguir, algumas indicações e recomendações para os recursos na terceira fase.
Além de não haver nenhuma marcação ou comentário nas provas (exceto na de Inglês), o espaço disponível para recurso é de apenas mil caracteres por questão. O recurso deve, portanto, ser escrito de maneira objetiva e clara. Não adianta nada usar expressões prolixas e vocabulário rebuscado, seja simples e direto. Acho que n~o é um tom muito agrad|vel dizer algo como “a resposta apresentada cobre, integralmente, todos os pontos abordados pela quest~o” ou coisa parecida. Não tenho experiência com isso, afinal não sou professor e só precisei fazer esses recursos uma vez na vida, mas acho que, se o examinador tirou alguns pontos de sua resposta, é muito pouco provável que ele vá te dar todos os pontos de volta (exceto em questões mais pontuais, como erros de Inglês que são corrigidos ou eventuais contas de Economia corrigidas de maneira errada). Uma vez que você aceita o fato de que é quase impossível que o examinador te restitua todos os pontos que descontou de você, fica mais f|cil n~o ser t~o “agressivo”. Acho que um tom bom pode ser algo do tipo: “o candidato reconhece que n~o abordou, integralmente, todos os pontos suscitados pela questão, mas solicita revis~o, por acreditar que a apenaç~o foi excessiva”. Depois disso, é necessário argumentar o motivo pelo qual sua resposta mereceria mais pontos.
Como já disse acima, você tem até mil caracteres para o recurso de cada questão. Nas questões de Inglês, por exemplo, tome cuidado, pois, se você quiser contestar a correção de vários erros de uma mesma questão (da redação, por exemplo), deverá fazê-lo tudo junto, nos mil caracteres. Economizar palavras é, portanto, essencial.
A argumentação deve levantar os principais aspectos tratados em sua resposta que dão conta da proposição sugerida pelo enunciado. Se você não cumpriu parte do que o enunciado pedia, errou conceitos, fatos e dados ou não abordou integralmente algum aspecto, acho desnecessário dizer que não é recomendável citar isso na resposta. Cite apenas os aspectos positivos, aquilo que você apresentou e que responde, satisfatoriamente, ao tópico central da questão. Se o examinador quiser ter o trabalho de ler sua questão de novo, para identificar o que ficou faltando, o trabalho será dele, mas não dê munições para que ele possa, sumariamente, recusar seu recurso.
A argumentaç~o deve ser, preferencialmente, do tipo: “foram abordados os seguintes pontos da resposta: xxxx (linhas 3-5), yyyy (linhas 8-10) e zzzz (linhas 15-25). Além disso, o candidato ainda apresentou discussão acerca da temática kkkk (linhas 30-37), relacionando-a aos pontos anteriormente descritos (linhas 40-50)”. É óbvio que essa n~o é uma fórmula m|gica, deve ser adaptada a cada circunstância particular, mas acho importante demonstrar quais são seus argumentos fortes e onde eles estão no texto, para o caso de o examinador querer ler sua resposta novamente. Para ganhar espaço, ao invés de escrever “(linhas 3-5)”, prefira “(l. 3-5)”. Só parafrasear a resposta também não é suficiente. É necessário tentar, na medida do possível, argumentar um pouco sobre os motivos pelos quais aquela resposta deveria ter maior pontuação. A seguir, transcrevo o recurso de minha questão de Geografia que teve a nota majorada em cinco pontos. A questão tratava da navegação de cabotagem no Brasil, e, em minha resposta, fiz algumas referências a hidrovias. Segundo o professor do cursinho de terceira fase, muita gente foi penalizada (até mesmo com a nota zero), por tratar apenas de hidrovias. Como, em meu caso, eu havia tratado não só das hidrovias, mas também da navegação de cabotagem propriamente dita, procurei ressaltar, no recurso, que a menção às hidrovias não está fora de contexto:
Estou ciente de que nem todos os aspectos importantes do tema foram discutidos na resposta, mas, como há diversos elementos de conteúdo relativos à temática, como indicado a seguir, solicito revisão da pontuação atribuída. As hidrovias podem ser consideradas cabotagem quando conectadas a portos marítimos, o que valida a análise apresentada. Entre os aspectos favoráveis à cabotagem no Brasil, destacam-se tópicos como a eficiência energética, menores preços (linhas 38-44) e a alternativa do transporte aquaviário em face das rugosidades dos meios rodoviários, historicamente priorizados no país (linhas 20-29). Por outro lado, como desafios, há a histórica opção rodoviária (linhas 20-29 e 45-47) e a escassez de investimentos de grande porte na infraestrutura portuária (47-49). Nos últimos anos, investimentos no setor têm contribuído para parcial superação de tais dificuldades, ainda que diversos obstáculos ainda persistam à plena expansão do modal aquaviário no país (49-54).
A banca terá de ler dezenas e dezenas de recursos, o que faz necessário tornar o trabalho do examinador mais fácil e menos desagradável. Não se esqueça, portanto, de indicar as linhas em que as respostas indicadas por você podem ser encontradas (não adianta tentar inferir algo e dizer que “est| implícito” também; lembre-se de que a banca pode recusar seu recurso sumariamente, sem explicações muito convincentes, então evite motivos para irritar o examinador). Além disso, não acho aconselhável indicar quantos pontos você acha que devem ser majorados ou quantos pontos você precisa para a aprovação, para tentar convencer a banca emocionalmente. Se tem uma coisa que a banca não tem é coração, e esse tipo de informação pode implicar recusa imediata do recurso, com o argumento de que houve identificação do candidato.
Ao fim da resposta, caso ainda haja espaço, você pode indicar algo do tipo: “Por acreditar, portanto, que os pontos acima apresentados foram corretamente discutidos na resposta, solicito, respeitosamente, majoraç~o da nota” ou algo do tipo. Além disso, se você houver tirado menos da metade da pontuação da questão, pode, ainda, alegar que solicita a alteração para maior da pontuação, já que as principais temáticas suscitadas pela questão foram apresentadas, o que não justificaria o fato de a nota atribuída ser menor do que a metade da pontuação máxima da questão. Obviamente, mais uma vez, seja, sempre, cordial.
Quanto ao fato de o recurso ser feito em primeira ou em terceira pessoa, não há diferença, use o que achar melhor (pode, também, alternar). Com relação a alternar o tipo de recurso, vale, também, lembrar que não é recomendável usar a mesma introdução em todos os recursos de uma mesma matéria. Às vezes, o mesmo corretor faz a correção de mais de uma questão de uma disciplina, razão pela qual dois recursos com início idêntico, por exemplo, podem irritar o examinador e implicar recusa dos recursos. Não acho que seja obrigatório citar bibliografia no recurso, a menos que seja para pontos mais específicos. Fazer muitas referências bibliográficas pode parecer que você está tentando ensinar o examinador, o que pode não soar muito bem (embora isso pareça, muitas vezes, bastante necessário).
Os recursos são interpostos por meio de uma plataforma online disponibilizada na página do concurso, no site do Cespe. Você não precisa fazer os recursos todos de uma vez. Pode fazer um, salvá-lo e voltar depois, que os recursos já feitos estarão disponíveis (você poderá, inclusive, editá- los posteriormente, dentro do prazo de elaboração de recursos). Com a divulgação do resultado final da terceira fase, o Cespe também libera as respostas dos examinadores aos recursos pleiteados. Leia todas com atenção para o seguinte: confira, de acordo com as questões em que o examinador disse que iria deferir seu pedido, se sua nota naquela matéria foi, de fato, majorada. Nas respostas a meus recursos de Inglês, os examinadores indicaram que iriam me restituir 2 pontos, mas reparei que minha nota total na prova havia subido apenas 1. Entrei em contato com o Cespe, e fui instruído a solicitar recontagem de pontos pelo SAC, via email (apenas enviei o email solicitando a recontagem, constando, em anexo, cópia do CPF e da identidade). Depois de três dias, responderam que não havia nenhum problema de contagem de pontos, e tornei a entrar em contato, reclamando da contagem errada. No fim das contas, o ponto que me faltou não fez diferença para o resultado final, mas fiquem cientes de que, se isso acontecer com vocês, é recomendável entrar com recurso judicial.
Para a quarta fase, é mais tranquilo fazer os recursos, pois há, teoricamente, indicação clara dos erros e das notas parciais em cada quesito. Caso haja alguma discordância, você pode recorrer facilmente. O problema, na prova de 2011, é que as marcações da maioria das questões de Espanhol estavam ilegíveis. Por isso, não havia como fazer recursos pontuais. O recomendado foi que fizéssemos recursos mais gerais, solicitando revisão das correções atribuídas e recontagem dos pontos. Apesar disso, salvo engano, acho que não houve nenhuma modificação nas pontuações dos candidatos aprovados (os mesmos 26 primeiros colocados após o resultado provisório da quarta fase continuaram em suas posições e foram aprovados).
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Mega-tópico de feedback ao serviço e aplicação moey!

Olá a todos,
Desde que comecei a usar o moey! há pouco mais de 1 mês atrás que tenho reunido algum feedback sobre o serviço e aplicação (versão Android) que gostava de partilhar com a comunidade e também com a equipa do moey! (todo este feedback irá seguir por e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected])).
Pretendo com este tópico reunir diversas sugestões, opiniões, bugs, melhorias e muitos dos pontos que irei apresentar já de seguida foram angariados com base em opiniões de amigos ou comentários noutras redes/fóruns. Outros pontos serão sugestões minhas que certamente nem todos vamos concordar. Se algum desses pontos for muito controverso e a maioria não concordar com ele, considerarei remover o mesmo da lista abaixo.
A minha ideia é, sempre que me for possível, manter este tópico actualizado com adição de novos pontos ou remoção de funcionalidades implementadas, corrigidas ou deixar de fazer sentido. Se a moderação deste subreddit achar por bem colocar este tópico como sticky, eu não me oponho.
Vamos então começar...

Funcionalidades (Visuais)

Funcionalidades (Conta)

Funcionalidades (Cartões)

Funcionalidades (Aplicação)

Funcionalidades (Android)

Funcionalidades (MB WAY)

Funcionalidades (Goals)

Funcionalidades (Grupos)

Funcionalidades (Estatísticas)

Funcionalidades (Segurança)

Strings de Texto

Bugs

Como devem ter calculado, a minha inspiração para muitas das sugestões acima vêm de outras soluções que já estão no mercado há mais tempo que o moey! (tais como o Revolut, N26, Monese e Monzo) e que na minha opinião implementam algumas das funcionalidades ou detalhes visuais de uma forma mais atraente que o moey!.
Mas o moey! também tem algumas vantagens que nenhum das outras têm e ainda por cima é uma aplicação Portuguesa. Com este meu mega-tópico o grande objectivo é tornar o moey! na melhor solução de banco digital entre todas as listadas acima e outras que certamente irão aparecer no futuro.
Tudo que está acima descrito são opiniões e sugestões e no mínimo espero que sirvam de incentivo e motivação para trabalhar em melhorar cada vez mais o moey!.
Todo e qualquer tipo de feedback a este tópico é bem vindo :)
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Questionamentos ao maior estudo de cloroquina

O que acham dos questionamentos que foram feitos ai maior artigo científico que analisou o uso de Cloroquina? Viram isso?
https://www.nexojornal.com.bexpresso/2020/06/01/Quais-os-questionamentos-ao-maior-estudo-realizado-sobre-a-cloroquina?utm_source=NexoNL&utm_medium=Email&utm_campaign=anexo

Quais os questionamentos ao maior estudo realizado sobre a cloroquina
Camilo Rocha01 de jun de 2020(atualizado 01/06/2020 às 20h26)
Carta assinada por 140 pesquisadores contesta metodologia e dados de levantamento com 96 mil pacientes de covid-19. Periódico faz correções, mas diz que elas não comprometem conclusões
FOTO: DIEGO VARA/REUTERS
AMOSTRAS DE DIFOSFATO DE CLOROQUINA DISTRIBUÍDAS PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE
O maior estudo já feito a respeito dos efeitos da cloroquina e da sua derivada hidroxicloroquina em pacientes com covid-19 está sendo contestado por especialistas em alguns de seus aspectos. Amplamente divulgado pela imprensa, o levantamento publicado em 22 de maio analisou dados de 96 mil doentes de vários países.

Do total, 14.888 pacientes haviam recebido algum tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina, sozinhas ou em combinação com outros remédios. Segundo o estudo, em todas as situações houve aumento no risco de morte e de arritmias cardíacas graves. A conclusão do trabalho foi de que a “segurança e benefícios” da cloroquina e sua derivada hidroxicloroquina tiveram “avaliação ruim” quando usadas no tratamento da covid-19.

Encabeçado por Mandeep R. Mehra, do centro cardiovascular da Escola de Medicina de Harvard, a pesquisa foi publicada e revisada pela revista médica britânica The Lancet, referência mundial.

Na sexta-feira (29), 140 médicos e pesquisadores de diversos países (nenhum brasileiro) enviaram uma carta à Lancet na qual pedem transparência com relação à metodologia, aos dados e ao processo de revisão do estudo. “Os autores [do estudo] não aderiram a práticas que são padrão nas comunidades de aprendizado de máquina e estatística. Não divulgaram seu código ou dados”, afirmaram os cientistas. Os pesquisadores solicitaram ainda que o trabalho fosse validado por um comitê independente apontado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A publicação da pesquisa motivou a OMS a suspender estudos clínicos com a hidroxicloroquina. A França alterou a recomendação para uso de hidroxicloroquina no tratamento com covid-19 e interrompeu testes após a divulgação do estudo. Outros países europeus também vetaram o uso do remédio.

Diversas pesquisas anteriores, realizadas com grupos menores de pacientes, já haviam apontado que o remédio não surtia efeito contra o novo coronavírus. Fabricada há mais de 80 anos, a cloroquina e sua derivada hidroxicloroquina são tradicionalmente receitadas a pacientes com malária, artrite reumatóide e lúpus.

ÍNDEXTudo sobre Coronavírus no Nexo
GRÁFICOQual o material mais eficaz para máscaras, segundo este estudo
EXPRESSOAté quando será necessário adotar o isolamento social?
O presidente Jair Bolsonaro e seu colega americano Donald Trump defenderam o uso da cloroquina como tratamento para covid-19 ao longo da pandemia. No Brasil, o remédio passou a ser recomendado pelo Ministério da Saúde para doentes em todos os estágios da covid-19, em 20 de maio. A medida é uma orientação, e a decisão final de receitar é dos médicos, com autorização do paciente.

No domingo (31), a Casa Branca comunicou que o governo americano mandou duas milhões de doses de hidroxicloroquina para o Brasil.

O que os cientistas apontam
A carta ao Lancet lista dez aspectos problemáticos da pesquisa. Abaixo estão alguns dos principais pontos:

Falta de informações a respeito dos hospitais que forneceram dados de pacientes usados no levantamento ou identificação dos países onde estão localizados. A base de dados pertence a uma empresa americana chamada Surgisphere, especializada em análise de dados de saúde, que negou acesso às informações solicitadas pelos pesquisadores, alegando questões contratuais com governos. O presidente da Surgisphere, cirurgião vascular Sapan Desai, é coautor do estudo.
Segundo os pesquisadores, dados sobre África contidos no estudo indicam que quase 25% de todos os casos de covid-19 e 40% de todas as mortes no continente ocorreram em hospitais associados ao Surgisphere, com sistemas eletrônicos sofisticados de coleta de dados e monitoramento de pacientes, o que segundo os pesquisadores não condiz com a realidade. “Tanto o número de casos e de mortes, e a coleta de dados em detalhes, parecem improváveis”, diz o texto da carta.
Dados relativos à Austrália não são compatíveis com relatórios das autoridades, e incluíam “mais mortes hospitalares do que haviam ocorrido em todo o país durante o período do estudo”. Também registravam muitos casos para apenas cinco hospitais. A Surgisphere explicou que, neste caso, houve um erro que classificou um hospital da Ásia como sendo australiano. Para os pesquisadores, isso indica a necessidade de revisão em todo o banco de dados.
Na visão dos cientistas, diversas características dos casos analisados (severidade da infecção, dose utilizada, efeitos temporais), chamados “fatores de confusão”, jargão da estatística para variáveis que podem levar a interpretações distorcidas, não foram considerados de forma adequada.
Um dos signatários da carta, James Watson, cientista sênior do Centro de Pesquisa de Medicina Tropical Mahidol Oxford, teve seus questionamentos a respeito da análise estatística do estudo reproduzidos em um blog da universidade de Columbia, nos EUA.

Segundo ele, o fato de o estudo registrar uma mortalidade de quase o dobro em pacientes que receberam cloroquina ou hidroxicloroquina em comparação aos que não receberam é algo inusitado. A proporção é muito maior do que a observada em estudos anteriores sobre o medicamento.

Watson também chama a atenção para o fato de o estudo ter apenas quatro autores, “o que é estranho para um estudo global em 96 mil pacientes”. Segundo o cientista, estudos com esse perfil na medicina em geral são desenvolvidos em grupos colaborativos, e podem chegar a ter entre 50 e 100 autores.

FOTO: DIEGO VARA/REUTERS

FUNCIONÁRIO DE HOSPITAL EM PORTO ALEGRE MOSTRA PÍLULA DE CLOROQUINA. MINISTÉRIO DA SAÚDE AMPLIOU USO DO REMÉDIO PARA CASOS LEVES
“Não estou acusando os autores/empresa de dados de qualquer coisa desonesta, mas como eles quase não dão detalhes sobre o estudo e ‘não podem compartilhar os dados’, é preciso analisar as coisas de uma perspectiva cética”, escreveu.

O tempo levado pelos pesquisadores para a conclusão do trabalho também foi considerado atípico. Em pouco mais de cinco semanas, os autores analisaram dados de dezenas de milhares de pacientes, escreveram o artigo e passaram pela revisão por pares da revista Lancet.

O que dizem os autores do estudo
“As análises foram realizadas com cuidado e as interpretações fornecidas foram avaliadas intencionalmente. Estudamos um grupo muito específico de pacientes hospitalizados com covid-19 e declaramos claramente que os resultados de nossas análises não devem ser interpretados para aqueles que ainda não desenvolveram a doença ou para aqueles que não foram hospitalizados”, afirmou Sapan Desai, presidente da Surgisphere e coautor do estudo publicado na Lancet. Ele ressaltou que as limitações de um “estudo observacional” foram destacadas e reafirmou a conclusão de que o uso da cloroquina fora do contexto de testes clínicos não era recomendável.

No sábado (30), a revista científica publicou duas correções ao estudo, mas afirmou que “não houve alterações nas conclusões do artigo”. Ao New York Times, uma representante da publicação disse que mais atualizações serão fornecidas conforme necessário. “O Lancet incentiva o debate científico e publicará as respostas ao estudo, juntamente com uma resposta dos autores, na revista no devido tempo”, afirmou.

Um representante do doutor Mandeep R. Mehra, professor de Harvard que encabeçou o artigo, declarou que os autores da pesquisa pediram uma revisão acadêmica independente e uma auditoria do estudo.

Método científico
Pesquisas científicas são apresentadas ao mundo por meio de artigos em publicações científicas. Antes de serem publicadas, esses artigos são revisados por pares, etapa na qual especialistas naquela determinada área verificam a solidez do estudo, dos experimentos, da metodologia e das conclusões obtidas.

No entanto, mesmo uma pesquisa revisada por pares continua aberta a discussões e contestações, em um processo completamente normal e esperado na esfera científica. Muita dela poderá ser provada simplesmente errada. A pesquisa revisada é “conhecimento provisório, talvez verdadeiro, talvez não”, definiu o estatístico da universidade de Columbia e analista de pesquisa Andrew Gelman, em um artigo sobre o estudo da Lancet.

Um movimento chamado Ciência Aberta defende uma prática científica que disponibiliza informações em rede, pela internet, com o objetivo de que estas sejam acessíveis a toda a comunidade, incluindo universidades, instituições financiadoras e outros pesquisadores.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.bexpresso/2020/06/01/Quais-os-questionamentos-ao-maior-estudo-realizado-sobre-a-cloroquina?utm_source=NexoNL&utm_medium=Email&utm_campaign=anexo
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Revisão do sistema bitcoin

Revisão do sistema bitcoin
Revisão do sistema bitcoin
Nesta era atual, o comércio nunca significou ser uma perda, mesmo para um indivíduo. A razão do fracasso em qualquer negociação em particular é causada pelas suas ações. Discutindo sobre os tempos tradicionais em que todos diziam: "Quanto mais trabalhas, mais ganhas". Mas como todos sabemos; este ditado ainda não está certo no nosso mundo atual.
Hoje em dia, as pessoas tentam obter um rendimento considerável e passivo, com muito esforço. Aqui a tendência comercial foi introduzida em todo o mundo, onde as pessoas começaram a investir a sua quantidade adequada de dinheiro e a gerar lucro com ele. A mesma condição aplica-se ao comércio de criptomoedas, onde as pessoas têm de ultrapassar os rumores indesejados, como, como se houvesse uma perda grave se investissem no comércio de bitcoin. Se aceitarmos conselhos de uma pessoa experiente que está a negociar a bitcoin ou qualquer criptomoeda, ele sempre sugere começar a negociar num lado mais seguro com todas as precauções possíveis. Agora precisa decidir se quer estar satisfeito com uma pequena quantidade de ganhos ou se quer um futuro melhor, que requer riscos e plano.

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O comércio de Bitcoin é uma nova forma de obter um estilo de vida luxuoso e ser rico o suficiente dentro de meses. Estes pequenos investimentos são sempre os grandes protagonistas da sua realização de sonhos numa velocidade melhor, eficiente e mais alta. Toda esta negociação de criptomoedas envolve a compra e o investimento em diferentes moedas digitais, como bitcoin, éter e muito mais.
Tudo neste mundo requer experiência, pelo que uma boa prática no comércio é sempre necessária se assumir um risco maior. Hoje em dia, o comércio automático está na tendência que é totalmente construída com bots bem precisos compilados com toneladas de algoritmos, que reduz completamente os riscos especialmente para os novatos no comércio de bitcoin.
O que é o Sistema Bitcoin? - Revisão do sistema bitcoin
O sistema bitcoin pode ser facilmente definido como um produto de software composto por bots que é especialmente projetado para o comércio de bitcoin amplamente em todo o mundo para gerar uma quantidade considerável de dinheiro com base no investimento.
Steve Mckay foi a pessoa que lançou este software Bitcoin System para ajudar as pessoas a negociar bem com bons resultados no mercado de criptomoedas. Como também era um desenvolvedor de software e investidor, desenvolveu o Sistema Bitcoin como um software mundial baseado em algoritmos complexos. De facto, o Steve desenvolveu intensivamente este software para um antigo empregador e agora tem o desejo de espalhar o seu software com pessoas em larga escala em todo o mundo.
O Sistema Bitcoin consiste em bots para negociar automaticamente no mercado de bitcoin através do uso de algoritmos que desempenham um papel importante na análise do mercado em poucos segundos e reduz as chances de riscos Revisão do sistema bitcoin
Como funciona o sistema Bitcoin?
Em palavras simples, o sistema Bitcoin funciona inteiramente dependendo dos bots e esses bots estão a funcionar nos seus algoritmos complexos. Agora, aqui está a parte importante que, como discutimos, esses bots no sistema Bitcoin estão a trabalhar em algoritmos que têm a tendência de aceder rapidamente ao mercado de criptomoedas em poucos segundos. Depois, com base nos seus resultados, estes bots começam a negociar para os utilizadores através da utilização de tecnologia digital que elimina totalmente o risco causado por erros humanos no comércio, gerando grandes rendimentos rentáveis com base em grandes investimentos Revisão do sistema bitcoin

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Como iniciar a troca com o sistema Bitcoin?
Passo 1: Registe-se no Sistema Bitcoin
Assim que aceder à página inicial do site do Sistema Bitcoin, verá alguns espaços em branco e um botão "Get Started". Deve preencher todos esses detalhes cuidadosamente e clicar no botão para completar este passo para se registar no Sistema Bitcoin.
Esses campos em branco podem incluir...
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Passo 2: Investir o valor
Para começar a negociar neste sistema Bitcoin, você deve investir uma pequena quantidade. Uma pequena quantia para novos utilizadores no comércio pode rondar os 250 dólares. Não existem taxas de corte para que este valor comece a ser negociado, o valor total está sempre disponível para investir.
Uma vez lançado o seu valor no sistema Bitcoin, esses bots começarão a procurar a melhor troca no mercado de criptomoedas, como resultado, toda a informação será fornecida aos seus utilizadores Preço do sistema bitcoin
Passo 3: Começar a ganhar lucros
Agora, quando o investimento estiver feito, o montante investido estará disponível para o comércio. O software alega que pelo menos 1.100 dólares seriam os lucros obtidos com a negociação num dia, que é o valor mais alto em comparação com qualquer outro investimento comercial.
Benefícios do sistema Bitcoin
1. Precisão
O sistema Bitcoin tem uma taxa de precisão de 96%, o que é bastante óbvio porque o funcionamento do software depende dos bots e dos seus algoritmos estáveis. Aqui neste comércio de Bitcoin, a taxa de precisão ajuda o utilizador a prever eficientemente que os investimentos irão aumentar com lucros ou não.
2. Custo zero para a negociação
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3. Menos tempo e mais ganhos
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Adendo ao Desmistificando sobre coronavírus #2: declarações do laureado ao Nobel de medicina em 2008

Alguns dias atrás, Luc Montagnier, laureado do Nobel de Medicina ou Fisiologia em 2008, declarou que o coronavírus fora fabricado em laboratório porque ele "é idêntico ao vírus da AIDS". A declaração foi feita em uma entrevista no rádio (https://www.youtube.com/watch?v=qSWCLHIOiMo) e foi repercutida em diversos jornais do mundo (https://istoe.com.bNovo-coronavIrus-foi-fabricado-em-laboratorio-chines-diz-descobridor-do-HIV).
Em primeiro lugar, a declaração de Luc foi feita a partir desse artigo (https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.01.30.927871v1). Porém, ele não passou pela revisão por pares antes de ser publicado e foi posteriormente retirado pelos autores (https://www.statnews.com/2020/02/03/retraction-faulty-coronavirus-paper-good-moment-for-science/).
Em segundo lugar, diversos artigos (https://www.statnews.com/2020/02/03/retraction-faulty-coronavirus-paper-good-moment-for-science/, https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9 e https://sci-hub.tw/https://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/acs.jproteome.0c00129) apontaram que essa dita semelhança única não acontece, e que o genoma indica que o vírus evoluiu naturalmente a partir de hospedeiros animais.
Ou seja, a declaração de Luc contraria todo o consenso científico. Não há nada de errado nisso, mas ele precisa publicar um artigo demonstrando como chegou a sua conclusão. Entrevistas na rádio não são artigos.
Por fim, Luc já foi criticado no passado por sugerir um tratamento de autismo com antibióticos (https://www.nature.com/articles/468743a), e palestrou em uma conferência de tratamentos bizarros pra autismo, junto com anti-vacinas e MMS (http://www.autismone.org/content/2012-conference-videos-track). E esse rolê de DNA e ondas eletromagnéticas envolve um artigo duvidoso, publicado em uma revista que o recebeu, revisou e aceitou em 3 dias (http://sphq.org/wp-content/uploads/2016/03/etudes_Montagnier_Electro-signals-produced-by-aqueous-DNA.pdf). O tempo normal é 4 e 6 semanas.
Esse histórico bizarro não significa que ele esteja errado agora (ele está, mas não por esse motivo) Significa que o fato de alguém ser laureado do Nobel não faz tudo que ele falar estar correto. Ele precisa provar, como todo mundo, e até agora ele não fez.
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Revisão da Rodada 38 (Série B) e do Campeonato

Olá minhas malas brancas, a Série B 2019 chegou ao fim, mas nem tudo ainda está resolvido.
13 rodadas finais na luta pelo acesso
16 rodadas finais na luta contra o rebaixamento
Terça-Feira 26/11
Moisés Lucarelli
Ponte Preta 4x0 Brasil de Pelotas
13' Lucas Mineiro 20 2T' Ednei (Vermelho)
17' Bill
21' Renato Cajá
21 2T' Leandro Leite (GC)
Ponte Preta mudou a escalação e na despedida da Série B deixou outros jogadores entrarem em campo e foi muito bem: em oito minutos marcou 3, Roger deu duas assistências e a macaca converteu as três grandes chances do primeiro tempo. O Brasil voltou melhor, até o Ednei ser expulso e o Araos marcar de falta após desvio de Leandro Leite.
Foi o primeiro gol profissional do Bill, jogador emprestado pelo Flamengo para a Ponte que pouco jogou.
Sexta-Feira 29/11
Durival Britto
Paraná 3x3 Botafogo
09' Luiz Otávio (GC) 13' Didi
40' Jenison 47' Murilo Henrique
43 2T' Bruno Rodrigues 32 2T' Diego Gonçalves
Com a Vila vazia, o jogo começou com gol contra do Luiz Otávio, mas a partida seguia disputada e logo em sequência, no primeiro chute, o pantera empatou. Botafogo seguiu ofensivo, assim como o Paraná, isso porque não jogam por nada. Jenison marcou de cabeça, mas antes do final da primeira etapa, Murilo Henrique empatou com um belo gol. Segundo tempo teve o mesmo enredo, a diferença foi que o Paraná teve as melhores chances. Botafogo marcou outro gol bonito com Diego Gonçalves, mas não impediu os donos da casa de empatar com Bruno Rodrigues. No final o Éder Sciola salvou o Paraná ao bloquear um chute do Diego Gonçalves.
Arena Barueri
Oeste 1x2 Criciúma
37' Fábio (Pênalti) 10 2T' Léo Gamalho
13 2T' Léo Gamalho
Se o Criciúma tivesse vencido o Paraná no Heriberto Hülse... Os gols da partida saíram dos artilheiros dos times, Oeste marcou de pênalti e no segundo tempo sofreu pressão do Criciúma por 13 minutos e acabou cedendo a virada, restante do jogo foi atacar, mas não conseguiu empatar.
Sábado 30/11
Nabi Abi Chedid
Bragantino 2x0 CRB
28 2T' Ytalo
44 2T' Claudinho
Bragantino começou lento, enquanto o CRB estava levando perigo e marcando bem. Massa Bruta conseguiu mudar o cenário tendo a posse, mas não levava muito perigo a meta do Fernando Henrique e o galo, por sua vez, pouco assustou Alex Alves. Bragantino dominou o segundo tempo, o CRB apenas se defendia e deu certo até a tabela de Ytalo e Aderlan resultar em gol. Segundo gol também teve participação do Aderlan, deu o passe para o Claudinho, que se livrou da marcação e ampliou.
Nesse jogo o Bragantino levantou a taça da Série B.
Antônio Accioly
Atlético 0x0 Sport
Primeiro tempo foi preocupante para o dragão, não conseguiu controlar o Sport, pouco criou e viu o Kozlinski e a trave salvar o time (assim como o São Bento). Segundo tempo foi melhor, logo no primeiro minuto Moacir marcou, mas foi anulado e isso serviu para o Atlético começar a atacar mais, enquanto o Sport buscava o contra-ataque. Os cruzamentos do Atlético pouco foram aproveitados, mas não importou, São Bento foi herói.
Estádio do Café
Londrina 2x0 Guarani
37' Léo Passos
31 2T' Matheus Bianqui
Esse jogo foi o Londrina no segundo turno, os jogos que venceu foram méritos da eficiência do tubarão e da péssima pontaria do adversário. Guarani com time misto perdeu até gol sem goleiro e em várias oportunidades Matheus Albino salvou o Londrina, a partida foi apenas isso.
Orlando Scarpelli
Figueirense 1x1 Operário
28 2T' Fellipe Mateus 15 2T' Luis Ricardo (GC)
Figueirense começou criando quatro boas chances, enquanto o fantasma chutava com perigo fora da área, mas nenhuma chance convertida. No segundo tempo tivemos gols, escanteio para o fantasma e Luis Ricardo marcou contra. Perdendo, o Figueirense passou a dominar o jogo, até Fellipe Mateus empatar com um chute forte. Figueirense tentou buscar a virada, mas a bola não entrou.
Independência
América 1x2 São Bento
19 2T' Juninho 28' Fábio Bahia
38' Guilherme Romão
América precisando vencer, começou indo ao ataque e Paulo Vitor teve que fazer defesas. São Bento estava com um elenco muito reduzido, foi muito efetivo, marcou dois e segurou o coelho. Segundo tempo e a única opção do América era atacar, em dois minutos Felipe Azevedo acertou a trave e o desconto só veio aos 19 minutos, com Juninho marcando de cabeça. O América teve várias chances de empatar e conquistar o acesso, no entanto, nenhuma entrou.
Barradão
Vitória 1x2 Coritiba
47' Anselmo Ramon 15 2T' Wanderley
31 2T' Wanderley
Martín Rodríguez salvou o Vitória aos 13 muntos e na sequência Baraka perdeu um gol livre na área. Vitória passou a atacar mais e o jogo ficou morno, Coritiba só precisava empatar para subir. No final Eron deu um ótimo passe para Anselmo Ramon abrir o placar e mesmo assim o coxa estava subindo, América estava perdendo para o São Bento e Atlético empatando com o Sport. No segundo tempo o coxa foi ao ataque e a virada veio com o Wanderley, ele entrou no segundo tempo e marcou seus dois primeiros gols na Série B, após um ano lidando com lesões.
Arena Pantanal
Cuiabá 1x2 Vila Nova
27 2T' Moisés (Pênalti) 12' Bruno Mezenga
36 2T' Elias
Tentando evitar ficar na lanterna, Vila Nova venceu o Cuiabá, que já está de férias, e nada mudou na tabela. Só serviu para o Itamar Schülle vencer seu ex-time.
Resumo do Campeonato
Red Bull realmente te dá asas (=)
Bragantino começou o ano como forte candidato a cair em último. No Campeonato Paulista sofreu e chegou a ficar 9 jogos sem vencer, até a Red Bull querendo chegar na elite o mais rápido o possível tentou comprar um time paulista. Plano A era o Oeste, que não rolou, mas o Plano B deu certo e adquiriram o Braga. Com a parceria, Marcelo Veiga saiu para o Zago continuar seu trabalho com o elenco do RB Brasil. Do elenco do Bragantino, Alex Alves, Vitinho, Matheus Peixoto e Wesley foram aproveitados. Continuando um trabalho, o Braga dominou a Série B: 22 vitórias, 9 empates e 7 derrotas, sendo nenhuma delas no Nabi Abi Chedid. Bragantino teve o melhor ataque e a melhor defesa, só não venceu o Sport, Coritiba e Oeste.
Ano que vem o time irá se chamar RB Bragantino, e já começou a se reforçar trazendo o Alerrandro do Atlético-MG (mais vindo pela frente), está garantido nas oitavas da Copa do Brasil, vão construir CT, expandir o Nabi Abi Chedid e lançar uma nova identidade visual.
Sport (=)
Passada a turbulência inicial com o técnico Milton Cruz no começo do ano, veio o rei do acesso Guto Ferreira que cumpriu as expectativas: venceu o Campeonato Pernambucano e subiu na Série B. Sport foi o time que menos perdeu (4 derrotas) e um dos que mais empatou (17 empates). Sport poderia ter colocado emoção na disputa pelo título se tivesse vencido Vila Nova, Brasil de Pelotas e Oeste dentro de casa, mas o importante é que subiu.
O Sport passa por problemas financeiros e dificilmente vai continuar com o artilheiro Guilherme, que deve ser vendido para fora do país. Hernane, que não jogou a reta final da Série B por causa de uma lesão, deve renovar com o time. Sport tem interesse no Antônio Carlos e Raphael Veiga. Leandrinho, emprestado para o leão, segue com futuro indefinido e o Luan Polli, que começou como terceiro goleiro, recebeu sondagens. Guto Ferreira renovado para 2020.
Luan Polli se tornou segundo goleiro quando o Magrão saiu do Sport no meio do ano e o Maílson se lesionou, foi muito bem e sofreu apenas três gols.
Fim do sofrimento (=)
Coritiba começou o ano mal com Argel Fucks e o substituto foi o Umberto Louzer, que estava no Vila Nova. Louzer quase foi demitido antes da parada para a Copa América, até tinha perdido no Couto Pereira para o Paraná, mas recebeu um voto de confiança ao vencer o Guarani. Depois do retorno perdeu para o Criciúma e depois conquistou uma invencibilidade de 10 jogos, mas veio quatro derrotas seguidas (incluindo uma para o Londrina que estava com um a menos) e foi demitido. Jorginho que falhou com a Ponte Preta foi a aposta e jogando um futebol pouco vistoso venceu 9 jogos, empatou 4 e perdeu apenas para o Paraná.
Emprestado pelo Flamengo, Muralha fez uma grande Série B, colocou o goleiro Wilson no banco, que posteriormente foi vendido para o Atlético-MG. Coritiba tinha o artilheiro Rodrigão emprestado, mas ele chegou a ir para o banco com Jorginho e na reta final foi afastado por indisciplina. Rafinha deve se aposentar. Coritiba teve a melhor média de público da Série B e enfim retorna a elite, após cair em 2017 por causa da Chapecoense e o gol no último minuto.
Adson FC (-)
Atlético-GO teve um ótimo ano, com Wagner Lopes em sua terceira passagem o clube foi campeão do Campeonato Goiano e estava encaminhando o acesso (em 2014 bateu na trave e em 2016 foi demitido, mas montou o time campeão da Série B). Problemas começaram com três jogos sem vitória: dominado pelo Guarani, empatou um jogo ganho com o Cuiabá e outro contra o Vila. Essa reta final do campeonato fez a torcida questionar se o Adson escalava o time, pois o Matheuzinho havia saído dos titulares e era um dos principais jogadores, ele chegou a falar que além do Wagner Lopes, o presidente também escalava. Veio Barroca: 5 empates, 3 vitórias e 1 derrota. Abriram 2x0 contra o América e sofreram o empate, Kozlinski falhou no final e o Operário empatou, foram prejudicados pela arbitragem e empataram com o Brasil de Pelotas, mas mesmo assim subiram.
Atlético-GO ficou 30 rodadas no G4, foi um acesso merecido. Barroca vai sair do Atlético-GO por problemas familiares (ele estava até morando no CT do time).
Do quase rebaixamento ao quase acesso (++)
América começou o ano com o Givanildo, que foi demitido após dois jogos na Série B, veio Barbieri que só durou até a derrota de 4x0 para o Figueirense no Independência e o Felipe Conceição chegou e foi efetivado. A arrancada do América começou quando derrotou a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, a partir daí foram 16 vitórias, 6 empates e 4 derrotas, além de 12 jogos de invencibilidade. Coelho tinha a faca e o queijo na mão, bastava venceempatar o rebaixado São Bento dentro de casa para subir, mas acabou derrotado, e mesmo assim não vai apagar essa grande reação. América foi vice-líder do returno com a mesma pontuação do líder Bragantino, mas nem sempre dá para vencer.
Felipe Conceição renovou para 2020 algum tempo atrás.
Visitantes indigestos, mandantes fracos (=)
Para a Série B, a aposta de treinador do Paraná foi o Matheus Costa, o interino que havia conquistado o acesso em 2017. Começo foi péssimo, uma vitória em seis jogos, mas vencer o Coritiba mudou a história, chegaram a vencer 5 partidas seguidos, mas veio 7 jogos sem vencer que derrubou o time na tabela. Paraná passou a atrasar salários, jogadores ameaçaram não concentrar contra o Criciúma e a medida tomada pelo elenco até a situação ser resolvida foi não dar entrevistas. Paraná fez sua melhor campanha como visitante dos pontos corridos com 25 em 19 jogos, mas os 10 empates na Vila pesaram no fim. O Paraná chegou a ter esperanças de subir na reta final quando venceram o América, mas empataram com o Vitória na Vila e foram derrotados pelo Atlético em Goiânia, praticamente esgotando as chances.
Paraná ainda vai decidir se o Matheus Costa continua e o Paraná irá perder 24 jogadores: Matheus Anjos, João Pedro, Bruno Rodrigues que foram importantes vão retornar ao Athletico. O titular absoluto Guilherme Santos volta para a Tombense e vários jogadores estão encerrando contrato. São 15 jogadores emprestados e 9 com contratos expirando.

CRB com o Chamusca foi o melhor visitante, mas um péssimo mandante, no Rei Pelé empataram com o Vila Nova e São Bento, foram goleados pelo lanterna da época, América, perderam para o Vitória e isso pesou na campanha. Chamusca foi demitido após derrota para o Guarani na reta final, veio o ex-técnico do rival, o Marcelo Cabo. Tirando o empate contra o Cuiabá e a derrota de 5x1 para o Cuiabá, foi bem e voltou a ganhar no Rei Pelé, porém insuficiente para subir.
Foi uma boa temporada para o CRB, subiu de patamar e não disputou para não cair, Marcelo Cabo vai renovar para 2020, mas uma coisa que atrapalhou o galo foi vender o Felipe Ferreira para o Vasco. O artilheiro Léo Ceará vai retornar para o Vitória e o atacante Alisson Farias deve sair.
Ano dourado (=)
Cuiabá começou o ano com o Itamar Schülle que havia conquistado o acesso e conseguiram ser campeões invictos do estadual. Começo da Série B não foi bom, o dourado ficou perto do Z4, mas voltou bem da parada da Copa América e chegou a ficar 7 jogos sem perder. Cuiabá ficou próximo do acesso, mas os quatro jogos sem vencer (incluindo três derrotas pesadas para a Ponte, Vitória e Londrina) custaram o trabalho do Itamar Schülle e o time ficou distante do G4. Chamusca contratado, eliminou o Goiás na Copa Verde e reviveu as chances de acesso, vencendo até o seu ex-clube por 5x1, mas veio a derrota para o América na Arena Pantanal e a chance se esgotou. Pelo lado bom, o Cuiabá fez história novamente na Copa Verde ao marcar no último minuto contra o Paysandu, levar para os pênaltis e conquistar o título.
Cuiabá vai entrar nas oitavas da Copa do Brasil e agora é o único representante do Mato Grosso nas Séries A-B-C.
Constantemente inconsistente (=)
O objetivo inicial do Botafogo após o fiasco no Campeonato Paulista era evitar o rebaixamento, começo da Série B foi avassalador, foram 16 pontos em 8 jogos, mas a volta não foi boa: derrota para o Brasil de Pelotas e empate com o Guarani no Santa Cruz, vitória na base da sorte contra o Atlético e mais duas derrotas contra CRB e Coritiba. Roberto Cavalo decidiu sair do Botafogo por vontade própria e Hemerson Maria foi contratado. Maria foi muito criticado pela torcida pelas 9 derrotas, 9 empates e 6 vitórias. Pantera não conseguiu subir e fez péssima campanha no Santa Cruz. Antes do jogo contra o Paraná, Hemerson Maria já havia sido demitido e o Botafogo recentemente anunciou o retorno de Wagner Lopes.
Em 2014 o Wagner Lopes comandou o Botafogo no paulistão, terminou na frente do Corinthians na fase de grupos e foi derrotado pelo campeão Ituano nos pênaltis. Para a próxima temporada um setor do Botafogo que foi muito abaixo esse ano foi o ataque, além disso, tem que melhorar no Santa Cruz para subir.
Botafogo superou o histórico de subir e cair na Série B, um ponto positivo da temporada.
O péssimo visitante (=)
Comandado pelo Gerson Gusmão desde 2016, o Operário Ferroviário voltou para a Série B após 28 anos, começou mal e foi para o Z4, mas a parada da Copa América mudou o time. O Operário voltou fazendo a melhor campanha nos 11 jogos até o fim do primeiro turno, conquistando 21 de 33 pontos (sendo melhor que o Bragantino). O fraco ataque assombrou o fantasma durante a competição inteira, foram mais jogos do que gols e além da campanha como visitante, isso foi um fator importante para o produto final. Dos 50 pontos do Operário, 36 vieram no Germano Krüger, na reta final caiu de produção dentro de casa e não conseguiu conquistar o título de melhor mandante.
Com 135 jogos, 74 vitórias, 33 empates e 27 derrotas, o técnico Gerson Gusmão continua no Operário para 2020, foi uma campanha muito boa do fantasma, mas que já deve buscar um substituto para o lateral Maílton que esteve emprestado pelo Mirassol e foi um dos destaques da Série B.
A história de um desastre (--)
Ponte Preta chegou até a anular um jogo contra a Aparecidense na Copa do Brasil esse ano e mesmo assim não conseguiram passar de fase. Começo da Série B com Jorginho foi espetacular, mas depois da derrota para o Bragantino que estava com um a menos, foi apenas ladeira abaixo. Depois da saída do Jorginho foram apenas 4 vitórias, Gilson Kleina não conseguiu a arrancada das outras vezes e chegou a ficar 10 jogos sem vitória.
Ponte Preta passou por crise política e agora segue na crise econômica. O time vai ser reformulado, Gilson Kleina continua para 2020. A macaca deve usar a base, jogadores emprestados e dos atuais, apenas 7 devem permanecer.
Um final feliz para um começo trágico (+)
Vitória teve um ano horrível, eliminado na primeira fase do estadual e da Copa do Brasil, custou o trabalho do Chamusca. Veio o Tencati, que até passou de fase na Copa do Nordeste, mas foi derrotado por 4x0 pelo Fortaleza e eliminado. Começo ruim da Série B custou o trabalho do Tencati e veio Osmar Loss, que não tirou o Vitória do rebaixamento e logo foi demitido. Amadeu chegou e conseguiu ficar 7 jogos sem perder, mas foi demitido após derrotas para o lanterna e vice-lanterna Guarani e São Bento. Último técnico do ano, Geninho tinha a missão de evitar o rebaixamento e conseguiu, contra o Operário o leão esgotou as últimas chances de cair.
Segunda-feira o Geninho vai anunciar se continua como treinador do Vitória, leão tem um grande trabalho pela frente considerando a situação econômica e os salários atrasados que fizeram o elenco não concentrar antes do jogo contra o CRB.
Eu já fiz um texto sobre o Guarani então vai um tl;dr: péssima campanha no paulista demitiu Osmar Loss, veio Eutrópio que fez uma campanha pífia e foi demitido para o Roberto Fonseca assumir. Presidente Palmeron pressionado, crise política, Fonseca dá esperanças de escapar vencendo o Bragantino, não consegue vencer a Ponte e o jogo contra Operário foi a gota d'água para todo mundo ser demitido, Palmeron dar adeus ao Guarani e o time cair nas mãos do Carpini. Incrivelmente o lanterna com 13 pontos Guarani escapou do rebaixamento com o interino que quase foi substituído por René Simões.
2020 tem que ser um ano diferente para o bugre, Carpini vai comandar a reformulação desse elenco. 18 jogadores com contrato perto do fim 5 estão fora dos planos incluindo o Armero, apenas 4 ou 5 desses devem continuar.
Consistente Brasil de Pelotas (=)
Tirando o começo ruim e a última rodada, o xavante passou o campeonato inteiro nas posições 10-13. Rogério Zimmermann, o eterno técnico do Brasil de Pelotas foi a escolha para a Série B, foi um começo com 5 derrotas e 3 vitórias. Na parada da Copa América ele pediu demissão por causa dos salários atrasados e o substituto escolhido foi o Bolívar. Sob novo comando, o xavante enfrentou o problema dos salários atrasados e fez uma campanha com 8 vitórias, 12 derrotas e 11 empates.
Um trunfo do Bolívar foi a boa campanha no Bento Freitas, na reta final quando o xavante estava livre do rebaixamento o time apenas parou de jogar basicamente. Ele deve renovar para 2020.
O rei sem a coroa (=)
Oeste contratou o Renan Freitas para 2019 e ele ficou até o fim. Rubrão fez sua campanha usual, poucas vitórias, muitos empates e algumas derrotas. Foi o terceiro pior mandante e o sexto pior visitante.
O objetivo de ganhar o título de rei dos empates todos os anos falhou, dessa vez o Oeste foi superado pelo Figueirense e Vila Nova. Renan Freitas dificilmente fica para 2020 considerando a campanha.
De volta aos trilhos (+)
Figueirense teve um ano único. Foi muito bem no campeonato catarinense com Hemerson Maria, mas no final despencou um pouco e foi eliminado pela Chapecoense. Na Série B foram 11 jogos: 6 empates, 2 derrotas e 4 vitórias e Maria deixou o comando do Figueirense por causa dos salários atrasados e os problemas com a Elephant. Veio Eutrópio, aconteceu o W.O e o time ficou quase um turno sem ganhar, mas o clube rescindiu com a Elephant que estava destruindo o Figueirense. Cláudio Honigman tentou fazer o Figueirense abandonar a competição e sacou dinheiro do clube para uso próprio. Ele foi punido pelo STJD com uma multa de 20 mil e o Figueirense conseguiu escapar do rebaixamento. Pintado chegou e não perdeu nenhuma partida, com os vários empates e umas vitórias ocasionais o clube sobreviveu.
Figueirense ainda passa por graves problemas financeiros, até pediram para a torcida depositar algum dinheiro nas contas bancarias para o clube não fechar no vermelho novamente.
Titanic (-)
Londrina começou o ano com o Roberto Fonseca que foi emprestado ao Novorizontino com alguns jogadores por parte de um projeto que foi fracassado: Alemão que ficou como treinador após Fonseca pedir demissão e os atletas não foram aproveitados. Alemão fez um ótimo começo com o Londrina, venceu o líder Bragantino e 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota — chegou a liderar por 1 rodada. Antes da parada da Copa América um sinal: Londrina 1 x 3 Ponte Preta. Parada da Copa América e jogadores importantes foram vendidos para Portugal, Dagoberto se aposentou e na volta o time começou a despencar, culminando na demissão do Alemão. Tencati veio e perdeu 7 jogos, venceu 1 (esse contra o Coritiba que citei acima). Mazola Júnior veio, time continuou mal, gestor praticamente rebaixou o Londrina depois de ofender todo mundo com a derrota para o mistão do Operário no Estádio do Café e começou a dispensar jogadores. Mazola Júnior foi demitido e coube ao treinador sub-19 do Londrina fazer um milagre e não conseguiu, foi goleado pelo São Bento e rebaixado.No entanto, nem tudo ainda acabou, o Londrina vai entrar no STJD para tentar tirar pontos do Figueirense.
São Bento vinha de uma bela acensão e decidiu atirar em si próprio: mudou a política de contratar jogadores de bons e baratos para medalhões e caiu no Campeonato Paulista. Doriva chegou e reformulou o elenco, mas com uma defesa que não funciona foi demitido no final do primeiro turno. Milton Mendes chegou com a função de salvar o vice-lanterna São Bento e caiu para lanterna, até pedir demissão quando foi acusado de estupro. O interino Cordeiro treinou o time nas 6 rodadas finais e conseguiu 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Léo Condé, que conquistou o acesso para a Série B pelo Botafogo-SP será o próximo treinador do São Bento, pois o Cordeiro não tem licença.
Titanic a animação que começou errado e terminou mal (-)
Criciúma começou o ano com o Doriva que foi demitido no campeonato catarinense. Substituto foi o Gilson Kleina, treinador experiente. Criciúma foi o segundo pior visitante com 2 vitórias em 19 jogos. Waguinho foi contratado e demitido após 1 mês sem vitória e veio Roberto Cavalo, que apesar da campanha desastrosa, ainda foi melhor que os seus antecessores em 2019. Ele deve seguir no tigre para 2020.
Vila Nova começou o ano com o Umberto Louzer que foi para o Coritiba. Substituto foi o Eduardo Baptista, treinador experiente. Vila Nova foi o pior mandante, com 1 vitória em 19 jogos. Marcelo Cabo veio, trouxe jogadores ruins e foi demitido, Itamar Schülle foi a aposta final e não deu certo, o ataque é inoperante, esse time com medalhões e salários atrasados não escapou. Ariel Mamede deve ser o treinador da próxima temporada do Vila, quem é ele? Campeão da divisão de acesso goiano com o Jaraguá e já treinou nas bases do tigre.

Classificação Final

Posição Clube Pontos Vitórias Empates Derrotas Saldo de Gols
1. Bragantino 75 22 9 7 37
2. Sport 68 17 17 4 20
3. Coritiba 66 18 12 8 14
4. Atlético +1 62 15 17 6 15
5. América -1 61 17 10 11 8
6. Paraná +1 56 14 14 10 1
7. CRB -1 55 15 10 13 1
8. Cuiabá 52 13 13 12 3
9. Botafogo 50 13 11 14 0
10. Operário 50 13 11 14 -9
11. Ponte Preta +3 47 11 14 13 2
12. Vitória -1 45 11 12 15 -6
13. Guarani -1 44 12 8 18 -10
14. Brasil de Pelotas -1 44 11 11 16 -16
15. Oeste 41 8 17 13 -8
16. Figueirense 41 7 20 11 -7
17. Londrina 39 11 6 21 -16
18. São Bento 39 10 9 19 -8
19. Criciúma 39 8 15 15 -8
20. Vila Nova 39 7 18 13 -13

Artilharia

Jogadores Gols
Guilherme (Sport) 17
Fábio (Oeste) 15
Hernane (Sport) 14
Léo Ceará (CRB) 14
Zé Roberto (São Bento) 14
Roger (Ponte Preta) 14
Rodrigão (Coritiba) 13
Ytalo (Bragantino) 13
Mike (Atlético) 12
Léo Gamalho (Criciúma) 12
Claudinho (Bragantino) 10
Murilo Henrique (Botafogo) 9
Jenison (Paraná) 9
Pedro Raul (Atlético) 8
Robson (Coritiba) 8
Não tem próxima rodada!
Agradeço para quem acompanhou isso, o sub agora já está mais ativo do que quando eu comecei isso meses atrás e nem tem mais ponto de continuar fazendo essas revisões.
Rodadas: 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37
Rodada 8 foi a última antes da parada da Copa América
Rodada 13 o Oeste completou 100 empates
Rodada 19 foi a revisão do primeiro turno
Rodada 22 tem alguma coisa sobre Náutico, Sampaio Corrêa, Juventude e Confiança
Rodada 24 tem a rotatividade dos treinadores da Série B
Rodada 36 tem mais Bragantino e Guarani
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Os 45 erros de Democracia em Vertigem - o documentira de Petra Costa

Encontrei esse ótimo artigo em inglês sobre as mentiras do filme Democracia em Vertigem, de Petra Costa no site ideiasradicais.com.br e resolvi traduzi-lo. Em seguida, acrescentei algumas pinceladas e voilà! Os links estão no texto. Vamos lá:
Quem mora no Brasil e assiste ao documentário The Edge of Democracy, dirigido e narrado por Petra Costa, percebe que trata-se de um documentário com fortes narrativas partidárias. Em mais de duas horas, a maior parte do filme pode ser resumida em omissões, falsidades ou teorias da conspiração sobre a política brasileira.
Alguns bons exemplos disso são as cenas em que Petra e sua mãe endeusam Dilma e Lula, a ponto de chamar Lula de “Escultor cujo material é argila humana”.
Mas o filme cumpre seus objetivos de ignorar fatos, dados e evidências para vender ao mundo nada além das opiniões do Partido dos Trabalhadores sobre o processo de impeachment, a prisão de Lula e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Aqui listamos 45 erros, omissões e mentiras do filme.
1. Ignora a dimensão dos protestos de impeachment contra Dilma
Houve muitos protestos contra o governo de Dilma Rousseff, sendo cinco deles notáveis. O protesto de 13 de março de 2016 foi o maior ato político da história do país, superando até o Diretas Já. Mas o documentário mostra apenas alguns manifestantes mais reacionários e oculta a escala real dos atos e o quanto sua remoção do cargo foi desejada pela população.
2. “Ninguém esperava uma prisão tão rápida. Todos foram pegos de surpresa".
O documentário diz que “o caso dele [Lula] chegou ao tribunal de apelações mais rapidamente do que qualquer outro caso da Lava-Jato”, mas isso não é verdade. Uma revisão feita pelo economista Carlos Goés mostrou que a duração do processo, do tribunal de julgamento ao tribunal de apelações, não foi atípica. "Mesmo se analisarmos apenas os processos contra o acusado no âmbito da Lava-Jato, não se pode dizer que houve algo de extraordinário nos procedimentos de Lula", disse Goés.
3. “Dos 443 congressistas, apenas 2 eram da classe trabalhadora”
Petra diz que Lula decidiu recorrer à política quando viu que apenas 2 dos 443 congressistas eram da classe trabalhadora. Confiando cegamente na palavra de Lula (um método repetido em todo o filme), ela não verificou que nunca houve 443 congressistas em ambas as casas, de forma que a afirmação é provavelmente mentirosa. De fato, desde o fim do regime militar e a redação da presente Constituição o número de congressistas nunca mudou; continuou fixo até hoje: 594.
4. "O PT representava a esperança de que as terríveis injustiças do país fossem finalmente resolvidas"
Um estudo realizado pelo Banco Mundial de Riqueza e Renda apontou que a desigualdade de renda não diminuiu entre 2001 e 2015. O crescimento econômico do país teve pouco impacto na redução da desigualdade, pois beneficiou apenas os 10% mais ricos, de acordo com o relatório.
5. “[Com Lula] As taxas de desemprego atingiram o menor número da história”
Uma tese de 2017 do economista Rafael Baccioti mostrou que as taxas de desemprego registradas no Brasil nos anos 50, 70 e 80 eram menores do que as dos mandatos de Lula, situando-se entre 2% e 3%.
6. O escândalo de Mensalão é mencionado, mas sua relevância é completamente ignorada
No julgamento do Processo Penal n. 470 pelo Supremo Tribunal, ficou claro que o Mensalão era um esquema centrado no desvio de fundos públicos para comprar apoio de congressistas. Tudo isso para permitir a aprovação de projetos de interesse do governo Lula a toque de caixa. O Mensalão foi um esquema diabólico que visava colocar o Congresso Nacional de joelhos perante Lula para que ele pudesse executar seu ambicioso projeto de poder.
7. Dilma perdeu seu prestígio porque vociferou contra bancos e taxas de juros
Quando Dilma assumiu o cargo, no início de 2011, a taxa SELIC - o equivalente brasileiro ao Federal Funds Rade - estava abaixo de 8,75%. No final daquele ano, subiu para 12,5% e depois caiu para 7,25%. O Plano não funcionou e as taxas de juros voltaram a subir, atingindo mais de 14% e só diminuíram novamente quando a equipe econômica de Temer assumiu. Dilma fez discursos contra rentistas, mas seu governo foi o que mais os favoreceu.
8. "Quotas racistas"
A produção mostra um manifestante que pede a remoção de Dilma do cargo, dizendo que o PT (Partido dos Trabalhadores) havia instituído "cotas racistas" - referindo-se às políticas de ação afirmativa estabelecidas nas universidades públicas na última década. Mas, de acordo com uma pesquisa de opinião pública de 2013, 62% da população brasileira mostrava-se a favor de todos os três tipos de ação afirmativa de acesso à universidade pública: raça, estudantes de escolas públicas e baixa renda. Com relação apenas à alunos de escolas públicas e de baixa renda, a aprovação sobe ao patamar de 77%.
9. O Bolsa Família foi criado por Lula
Ao falar sobre os mandatos de Lula, Petra sugere que as políticas que ajudaram os mais pobres eram exclusivas dos anos do PT, ignorando que os programas de redistribuição de renda começaram muito antes. Em 2001, o próprio Lula criticou o programa Bolsa Escola, chamando-o de "uma ninharia".
10. Michel Temer era um traidor desde o início de seu mandato como vice-presidente
Quando as marchas contra Dilma estavam acontecendo no início de 2015, Michel Temer escreveu em sua conta no Twitter: “Um processo de impeachment é impensável, criaria uma crise institucional. Não há uma base legal nem política para isso.” Naquele ano foi ele quem assumiu a articulação política para o governo e a executou bem, como afirmou o representante Orlando Silva, um dos ex-vice-líderes do governo de Dilma na Câmara.
11. “Dilma tirou posições do PMDB”
Segundo o filme, a rebelião de Temer ocorreu porque Dilma tentou restringir a interferência do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) em seu governo. Mas isso não é verdade. Em 12 de março de 2016, ele conseguiu evitar que seu partido rompesse laços com o governo. Quatro dias depois, a presidente Dilma Rousseff nomeou Mauro Lopes para o Ministério da Aviação Civil, na tentativa de criar uma divisão dentro do partido de Temer.
12. Ignora a crise econômica
Por alguma razão, Petra não achou uma boa ideia esclarecer que as políticas econômicas do PT levaram a mais longa crise econômica do Brasil e a mais de 10 milhões de desempregados. Somente após a primeira meia hora do filme é que a recessão é levemente mencionada, sem nenhum comentário sobre seu tamanho ou consequências.
13. Petrobras foi espionada pelo FBI
Documentos vazados em 2013 indicam que o governo dos EUA espionou a Petrobras. Embora essa seja uma acusação séria, é um salto lógico usá-la para argumentar que o país desejava o impeachment para, de alguma forma, assumir o controle da empresa.
14. “Moro: o homem treinado nos Estados Unidos”
O ex-juiz e atual ministro da Justiça participou do Programa Internacional de Liderança de Visitantes em 2007, o mesmo que a ex-presidente Dilma Rousseff participou em 1992.
15. “Aécio Neves não aceitou os resultados”
O documentário diz que Aécio Neves, o maior oponente de Dilma na corrida presidencial de 2014, não aceitou os resultados da votação e foi por isso que entrou no Tribunal Superior Eleitoral contra Dilma e Temer. Mas o próprio Aécio admitiu que fez isso apenas para irritar o Partido dos Trabalhadores e Dilma. Ele não acreditava nas ações do próprio partido.
16. “Aécio defendeu o impeachment”
Quando os pedidos de impeachment começaram a se acumular, Aécio Neves rejeitou a ideia. Ele só abraçou o movimento em 2016, quando participou dos protestos em São Paulo e foi assediado por manifestantes.
17. “Grupos de direita usaram algoritmos de mídia social”
Estudos recentes mostram que a influência dos algoritmos de mídia social na radicalização política dos eleitores foi supervalorizada. Fora isso, os grupos de direita e de esquerda usaram as mesmas táticas para expressar seus pontos de vista.
18. A crise internacional versus más políticas
O documentário afirma que, após “um declínio global nos preços das commodities e uma série de erros econômicos, o país entrou em recessão”. Mas um relatório do FMI revelou que 183 dos 192 países examinados registraram um crescimento econômico superior ao do Brasil entre 2015 e 2016. Segundo o economista Marcel Balassiano, mais de 90% dos países do mundo cresceram mais que o Brasil entre 2011 e 2018 .
19. Dilma foi responsável por todos os problemas do país
Para Petra, quem era a favor do processo de impeachment "acreditava que a presidente era culpada por todos os problemas do país", mas não menciona provas ou pesquisas. Trata-se apenas da opinião pessoal dela (Petra). Um estudo realizado por Reinaldo Gomes, professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluiu que cerca de 90% do desempenho econômico negativo durante o mandato de Dilma pode ser atribuído a "erros nacionais", ou seja, podem ser atribuídos à maneira como as políticas do país foram conduzidas.
20. Fraude fiscal é pior que corrupção
Dilma foi acusada por violar leis de responsabilidade orçamentária e fiscal, algo que seu governo chamou de "pedalada fiscal" na tentativa de diminuir sua magnitude e conseqüência. O filme subestimou, mas o economista Carlos Goés explicou a seriedade dessas fraudes. Dilma começou, inclusive, a andar de bicicleta, a fim de que a população acreditasse que “as pedaladas da Dilma” fossem no sentido literal e não um eufemismo para fraude fiscal.
21. Omite o julgamento do Tribunal de Contas Federal
O processo de impeachment foi fundamentado no julgamento do Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas do orçamento do governo em outubro de 2015 devido a fraudes fiscais. Nada disso é mencionado no documentário.
22. “Precisamos de uma comissão internacional”
"Por que eles não criaram uma Comissão Internacional com especialistas em orçamento público e pediram um relatório oficial?" - pergunta Lula no filme. A resposta é simples: é exatamente por isso que existe o Tribunal de Contas Federal, que rejeitou as contas.
23. Quando começou a queda de Dilma?
Para o ex-deputado Jean Wyllys, começou no Dia do Trabalho de 2013, quando a presidente fez um discurso dizendo que os ricos, banqueiros e rentistas seriam os que “pagariam pela crise”. No entanto, esse discurso foi sobre mudanças nas tabelas de imposto de renda e reajuste dos valores do Bolsa Família. Não faz sentido acreditar que o empresariado fabricaria balanços de suas próprias empresas, muitas delas em estado falimentar, com o único objetivo de prejudicar a imagem da presidente.
24. Discurso inaugural de Temer
O filme foi editado de forma a sugerir que Temer estava atacando princípios seculares do estado, declarando que seu governo seria "um ato religioso". O que ele disse foi “o que queremos fazer agora, com o Brasil, é um ato religioso, é um ato de reconexão entre toda a sociedade e os valores fundamentais de nosso país”. Ele se referia a necessidade de reunir a população, dividida e polarizada, após o processo de impeachment.
25. O acordo selado entre Romero Jucá e Sérgio Machado
No áudio vazado entre Romero Jucá e Sérgio Machado, o ex-senador Jucá disse que seria mais fácil mudar o presidente e estancar o sangramento, para criar um pacto nacional. Petra afirmou que essa foi a motivação por trás do processo de impeachment. Mas ela, maliciosamente, omitiu a parte em que Machado disse: “Eu acho que as únicas saídas [para Dilma] são remoção ou renúncia. A remoção é a opção mais suave. Michel poderia construir um governo baseado na união nacional, um grande acordo, protegeria Lula, protegeria todos ”
Petra não menciona que este "grande acordo" também serviu para proteger o Partido dos Trabalhadores.
26. O maior arrependimento de Lula
Quando Petra pergunta a Lula se ele se arrependeu de algo, ele lamenta não ter enviado ao Congresso um projeto de lei para "regular a mídia". No entanto, em 2004, seu governo enviou ao Congresso um projeto de lei para a criação de um Conselho que teria o poder de punir jornalistas. Felizmente a proposta foi rejeitada.
27. Liberdade de imprensa sob os governos do PT
Lula se gabou de "ter feito o que eles fizeram" sobre a liberdade de imprensa, mas não foi realmente assim. Em 2004, Lula solicitou uma revogação de visto para o jornalista americano Larry Rohter, porque ele escreveu que o ex-presidente tinha um problema com a bebida.
Quando lhe disseram que era inconstitucional expulsar o jornalista, por ser casado com um cidadão brasileiro, sua resposta foi: “foda-se da constituição”.
28. Congresso trabalhando livremente sob os governos do PT
Ele também se gabou dos governos do PT deixarem o "Congresso trabalhar livremente". Mas foi sob seu governo que o Mensalão aconteceu, um esquema para comprar apoio no Congresso e garantir que Lula aprovasse os projetos que quisesse.
29. Quais foram as acusações contra Lula?
O documentário afirma que, após dois anos de investigação, a "acusação real" foi que "Lula havia recebido um apartamento de uma construtora". Só isso! Ignorando os muitos outros casos contra ele, alguns dos quais ele foi considerado inocente. Lula foi condenado por corrupção em dois veredictos diferentes e atualmente está sendo acusado em outros seis casos.
30. Marisa morreu 4 meses depois de também ser acusada
O filme sugere que a esposa de Lula, Marisa Letícia, morreu como resultado da perseguição contra ele e sua família. Porém, o que não é dito durante a cena é que o próprio Lula a culpou pelos cheques de aluguel não pagos de um apartamento que os investigadores afirmam ser apenas a fachada de um esquema para adquirir o imóvel com dinheiro da Odebrecht.
31. Lula era o principal candidato nas pesquisas, mas…
Em 2018, Lula era o principal candidato à presidência, mas também tinha os maiores números de rejeição entre todos os candidatos, 31% (empatado com Jair Bolsonaro). Uma vitória potencial não seria tão fácil.
32. Operação Lava-Jato vs. crise econômica
Em uma de suas audiências, Lula perguntou a Sergio Moro se ele “sentia-se responsável pela Operação Lava-Jato ter arruinado a indústria da construção civil do país”. Trata-se de outra narrativa partidária já que estudos mostraram que o combate à corrupção ajuda a economia e os negócios de qualquer país.
33. Motivos bizarros de votação dos congressistas
O documentário mostra muitos congressistas dando razões esdrúxulas para seus votos pelo impeachment, em nada relacionados às acusações contra Dilma, sugerindo que o processo foi injusto. Mas um processo de impeachment é também uma ferramenta política. Os votos no processo de impeachment do ex-presidente Collor, por exemplo, foram semelhantes.
34. A condução coercitiva de Lula aconteceu em prol de sua própria segurança.
O filme critica a condução coercitiva de Lula em um determinado depoimento, já que ele nunca tinha se negado a depor voluntariamente à Polícia Federal. Sérgio Moro, porém, justificou a ação alegando a necessidade da condução coercitiva para evitar maiores perturbações e turbulências, que haviam ocorrido em atos jurídicos anteriores.
35. O vazamento do telefonema entre Dilma e Lula (o caso Bessias)
O documentário detalha o conteúdo da conversa telefônica e foca na ilegalidade do vazamento feito por Sergio Moro. A gravação da conversa foi posteriormente anulada como prova pelo juiz da Suprema Corte Teori Zavascki, por ter sido interceptada poucos minutos após a expedição do cancelamento do grampo pelo Juiz Moro. Tanto Lula quanto Dilma foram processados mais tarde pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, por obstrução de Justiça, mas foram absolvidos.
36. A conversa entre Temer e Joesley
O documentário editou maliciosamente um diálogo para sugerir que o ex-presidente Temer apoiou uma possível obstrução da Justiça pelo empresário Joesley Batista, a fim de não ser denunciado por Eduardo Cunha. Temer foi absolvido em 2019 porque os promotores consideraram a prova "frágil".
37. O Congresso mudou de posição: Temer não deveria ser investigado!
O documentário critica o fato de que os congressistas que se dizem favoráveis ao combate à corrupção protegeram Michel Temer das investigações. Mas, na realidade, as investigações não pararam depois que seu mandato terminou. Temer chegou a ficar preso por alguns dias.
38. "Temer fez tudo o que eles queriam, vendendo reservas de petróleo para empresas estrangeiras"
Em algum momento, é mencionada uma mudança no modelo de concessão de grandes reservas de petróleo na costa do Brasil. Era um acordo de compartilhamento de produção e se tornou uma concessão. Mas, desde 2015, muitos ministros de Dilma eram favoráveis à mudança. Tanto o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, quanto o ministro das Finanças, Joaquim Levy, advogaram por mudanças na lei.
39. “Temer fez tudo o que eles queriam, enfraquecendo as leis que proibiam o trabalho escravo”
Em 2017, a Justiça do Trabalho editou uma portaria que tentava impedir o abuso de poder e atos arbitrários por inspetores do trabalho. Isso aconteceu porque mais de 90% dos casos de trabalho escravo foram absolvidos. O filme não mostra que, por causa de uma decisão da juíza da Suprema Corte, Rosa Weber, a portaria nunca entrou em vigor.
40. “Temer fez tudo o que eles queriam, aprovando medidas de austeridade que minariam os pobres”
As medidas de austeridade começaram com Dilma Rousseff logo após sua reeleição em 2014 e se intensificaram em 2015, ano em que 87% dos programas sociais existentes sofreram cortes.
41. Omitir o tamanho e a dimensão dos protestos contra Michel Temer
Segundo estimativas da polícia, os protestos contra Dilma em todo o país reuniram 2,4 milhões de pessoas em 15 de março de 2015 e 3,6 milhões em 13 de março de 2016. Os protestos contra Temer em setembro de 2016 reuniram apenas 48.000 pessoas.
42. Sérgio Moro retirou Lula da eleição presidencial
Um jornalista disse que foi a prisão de Lula promulgada por Moro que o removeu da disputa presidencial. A verdade é que, no Brasil, a suspensão dos direitos políticos ocorre após a condenação em um tribunal colegiado, como determina a Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio Lula.
43. E quanto à tentativa de assassinato ao Bolsonaro?
A produção fala sobre a polarização e o enfraquecimento da democracia brasileira, ignorando a facada que o presidente Bolsonaro sofreu, durante a campanha presidencial.
44. Um passado subterrâneo falso para seus pais
O documentário conta um pouco da história da família de Petra e os retrata como ativistas políticos que se desmobilizaram durante a ditadura militar. Mas, de acordo com uma resenha do livro “O tempo do Poeira: História e memórias do jornal e movimento estudantil da UEL nos anos 1970”, do jornalista Astier Basílio, “todo ano, os pais de Petra visitavam a família na capital do estado, Belo Horizonte. Era, portanto, um esconderijo que permitia uma folga.
45. A mãe do diretor não está ausente nas empresas familiares
A mãe de Petra, Marilia Andrade, não é uma figura neutra, distante do negócio de construção da família, como o filme tenta pintá-la. Pelo contrário, ela é uma das acionistas da Andrade Gutierrez, empresa profundamente envolvida nos escândalos de corrupção, e ainda com participação ativa nas empresas, segundo Astier Basílio.
Confira nosso artigo explicando as principais mentiras deste filme aqui.
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